“Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos…”, diz Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, publicado em 2016.

Klaus Schwab é também diretor executivo e fundador do Fórum Econômico Mundial, que acontece desde 1971 e vem discutindo questões relacionadas às grandes mudanças já em curso, não somente as climáticas, essencialmente em foco, mas também sobre a nossa relação com o mundo em transformação.

Ao mesmo tempo em que o futuro já em curso é tomado por nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D, há também o despertar latente de um novo olhar para as relações humanas. Será mesmo?

Alguns participantes da última edição do Fórum, que aconteceu em janeiro de 2020, como Marc Benioff, fundador da Salesforce, empresa de software, chegou a afirmar que “o capitalismo, como o conhecemos, está morto. Essa obsessão que temos em maximizar lucros apenas para os acionistas levou a uma desigualdade incrível e a uma emergência planetária”. E é justamente a grande desigualdade em todo o mundo que mais se evidencia agora, durante a Pandemia.

E o que isto tudo tem a ver com o teatro?

Nós, seres humanos somos artistas e criativos por natureza. A tecnologia pode ajudar a melhorar o mundo, a qualidade de vida das pessoas e é o resultado, a consequência da nossa capacidade de imaginar e então materializar o aparentemente inimaginável. Sem a criatividade, toda esta revolução prevista não estaria em curso. Exemplo maior disso é o quão criativas as pessoas estão sendo neste momento de adversidades da Pandemia, mostrando sua capacidade de enxergar o outro e se reinventar.

É por isso que a criatividade nunca foi tão essencial. Ela foi indicada como uma das três principais habilidades do futuro, ao lado da capacidade de resolver problemas complexos e do pensamento crítico. O teatro busca o tempo todo estimular tudo isso, especialmente esta criatividade, a imaginação e a fantasia que vamos perdendo ao longo do tempo.

Estudos indicam que não incentivado, o ser humano tende a perder grande parte da sua capacidade criativa em pouquíssimos anos de desenvolvimento; e segundo o poeta italiano Gianni Rodari, a divisão injusta do trabalho, a educação concedida apenas aos privilegiados, a falta de estímulos adequados no ambiente em que cresce a maioria das crianças é que faz com que a criatividade pareça manifestar-se apenas em poucas pessoas. Porém, ela é natural do ser humano.

Então, talvez a principal discussão deva ser em torno de como propiciar um ambiente mais humano e com estímulos adequados a todos; e como utilizar a criatividade nata para soluções que beneficiem a todos e aprimorar as relações humanas. O que você acha? Fica aqui o nosso convite à reflexão neste primeiro texto do nosso Blog.

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